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Saiba mais sobre o uso da isoflavona na menopausa


Saiba mais sobre o uso da isoflavona na menopausa

A isoflavona é um composto da soja que parece atuar na prevenção de doenças crônico-degenerativas.

Não é de hoje que a isoflavova, um componente da soja, é famoso por supostamente, combater os sintomas da menopausa (período marcado pela parada dos ciclos menstruais e pelo aparecimento dos sintomas vasomotores, como os fogachos, causados pela diminuição da produção de hormônios femininos pelos ovários).

A ginecologista Eliana Aguiar Petri Nahás, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina de Botucatu, em São Paulo, esclarece as principais dúvidas sobre a isoflavona. Confira.

O que são os fogachos da menopausa?

Fogachos ou ondas de calor são definidos como uma sensação súbita e breve de calor, que se espalha pela região do tórax, do pescoço e da face, de intensidade e freqüência variáveis. Pode acontecer após palpitação, sensação de pressão na cabeça e ansiedade. São acompanhados, por vezes, de suores e sensação de frio. As ondas de calor podem interferir no bem-estar e na qualidade de vida das mulheres na menopausa.

A isoflavona da soja ajuda a combatê-los?

A maioria das observações sobre a isoflavona da soja nas ondas de calor é baseada em estudos realizados em regiões de alto consumo, como o Japão e a China. Menos de 25% das mulheres japonesas e 18% das chinesas apresentam ondas de calor, comparadas a 85% das americanas e 75% das européias (que consomem pouca soja), atribuindo-se, em parte, essas diferenças à dieta.

O que é a isoflavona da soja?

A isoflavona é um composto da soja, também chamado de fitoestrogênio, que parece atuar na prevenção de doenças crônico-degenerativas, como o câncer de mama, de colo de útero e de próstata. Sua estrutura química é semelhante ao estrógeno (hormônio feminino) e, por isso, é uma substância capaz de aliviar os efeitos da menopausa.

Como a isoflavona da soja age?

A estrutura química das isoflavonas é similar ao estrogênio ovariano. São conhecidas, portanto, como fitohormônios ou fitoestrogênios. Pela semelhança com o estrogênio natural, a isoflavona da soja pode diminuir a intensidade e a freqüência das ondas de calor em aproximadamente 50% a 60% das mulheres na menopausa.

Quando ela pode ser utilizada?

A isoflavona da soja constitui-se uma alternativa para a mulher com sintomas da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos leves a moderados. Seu uso não altera o peso corporal ou a pressão arterial. Não se observam efeitos sobre a mama ou o útero, não provocando sangramentos.

Quais os cuidados em relação à utilização de isoflavona da soja?

A isoflavona da soja apresenta boa tolerabilidade, com poucos efeitos adversos. Entretanto, deve ser evitada por mulheres que apresentam contra-indicações ao uso de hormônios, por tratar-se de um fitohormônio. É importante também conhecer a procedência do produto, que deve apresentar aprovação pela ANVISA, para que as quantidades de isoflavona da soja ingeridas sejam adequadas e controladas. Esses fatos se correlacionam com a efetividade da resposta ao tratamento das ondas de calor.

Existe uma dosagem diária recomendada?

Os efeitos clínicos variam de paciente para paciente, mesmo quando controlada a quantidade de isoflavona administrada, sendo difícil estabelecer a dose ideal. Recomenda-se de 50mg a 100mg de isoflavona da soja, uma a duas vezes ao dia. Todavia, com comprimidos com 125mg de extrato seco de Glycine max (L.) Merr. 40%, que equivalem à dose controlada de 50mg de isoflavona da soja, já se observa melhora sobre as ondas de calor.
Para saber mais sobre este assunto, a Eliana recomenda uma consulta ao seu médico.

 

Folha de Londrina – PR 09/06/2009

 




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